Infecções sexualmente transmissíveis têm cura?

Opa, você que está aí, começando a sua vida sexual, sabe o que as ISTs podem trazer para a sua saúde? Não? Então acompanha o nosso conteúdo, que tem muita informação que vai te ajudar a ter uma vida sexual gostosa e saudável (que é o que todos queremos, não é verdade? 😉 ).

Para se ter ideia, dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo mostram que as ocorrências de sífilis, umas das ISTs mais comuns, por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos. Em 2013 e 2014, estados como Acre, Pernambuco e Paraná registraram crescimento de 96,1%, 94,4% e 63,1%, respectivamente. Ou seja, já passou da hora de você se cuidar!

ISTs x DSTs: qual a diferença?

Por muitos anos, foi comum a utilização do termo DST. Mas você sabe porque mudou?

O ‘D’ de ‘DST’ vem de doença, que implica em sintomas e sinais visíveis no organismo do indivíduo, ou seja, coisas que você pode sentir e ver acontecendo no seu corpo.

Agora, quando falamos de ‘Infecções’, como sífilis, herpes genital, condiloma acuminado, por exemplo, estamos falando de condições que não têm sintomas, ou que podem se manter sem sintomas durante toda a vida, ou seja, você pode ter e nunca saber, como no casos da infecção pelo HPV e vírus do Herpes, e que são somente detectadas por meio de exames laboratoriais.

Nesses casos, você pode passar anos infectados por elas, sem sentir nada e nunca saber, correndo o risco ainda de transmitir essas infecções para outras pessoas, que podem manifestar e sofrer com problemas causados por elas.

As ISTs são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação, conhecido como transmissão vertical.

Cerca de 2,5% da população brasileira sexualmente ativa (5 milhões de pessoas 😮) já foi contaminada em alguma ocasião por um certo tipo de IST.

Infelizmente, a falta de informação combinada com a despreocupação são fatores determinantes para o aumento da transmissão das ISTs.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde / Brasil, a maioria dos brasileiros (94%) sabe que a camisinha é melhor forma de prevenção às ISTs e AIDS. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa não usou preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses. Você faz parte dessa porcentagem?

Não queremos ser alarmistas, mas o assunto é sério e é importante que você esteja atento!

ISTs têm cura?

Apesar de algumas ISTs, como gonorreia e sífilis, possuírem cura com o tipo de tratamento correto, outras ainda não possuem cura e podem ser muito debilitantes, como no caso da AIDS, em que o sistema imunológico da pessoa fica extremamente enfraquecido, expondo-a a diversos agentes infecciosos, que podem levar a morte.

Então quando falamos que camisinha é importante sempre , não estamos brincando!

  • Principais ISTs e seus sintomas

Confira uma lista das IST mais comuns e conheça seus sintomas, segundo o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais:

  • Cancro mole (cancróide)

Sintomas: Feridas múltiplas e dolorosas de tamanho pequeno com presença de pus, que aparecem com frequência nos órgãos genitais (pênis, ânus e vulva). Também podem aparecer nódulos (caroços ou ínguas) na virilha.

  • Condiloma acuminado (Papilomavírus Humano – HPV)

Sintomas: Verrugas não dolorosas, isoladas ou agrupadas, que aparecem nos órgãos genitais (o risco de transmissão é muito maior quando as verrugas são visíveis), irritação ou coceira no local, lesões podem aparecer no pênis, ânus, vagina, vulva (genitália feminina), colo do útero, boca e garganta.

O vírus pode ficar latente no corpo: a lesão muitas vezes aparece alguns dias ou anos após o contato. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.

  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Sintomas: Dor na parte baixa do abdômen (no “pé da barriga” ou baixo ventre) e durante a relação sexual, além de dor abdominal e nas costas, febre, fadiga e vômitos.

  • Donovanose

Sintomas: Após o contágio, aparece uma lesão que se transforma em ferida ou caroço vermelho, que não dói e não tem íngua. Mas a ferida vermelha sangra fácil, pode atingir grandes áreas e comprometer a pele ao redor, facilitando a infecção por outras bactérias.

  • Gonorreia e infecção por clamídia

Sintomas: Dor ao urinar ou no baixo ventre (pé da barriga), corrimento amarelado ou claro, fora da época da menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual.

Porém, a maioria das mulheres infectadas não apresentam sinais e sintomas. Já os homens podem apresentar ardor e esquentamento ao urinar, podendo haver corrimento ou pus, além de dor nos testículos.

  • Linfogranuloma venéreo (LGV)

Sintomas: Feridas nos órgãos genitais e outros (pênis, vagina, colo do útero, ânus e boca). Entre uma a seis semanas após a ferida inicial, surge um inchaço doloroso (caroço ou íngua) na virilha, que se não for tratado, pode se romper.

O LGV também pode trazer outros sintomas por todo o corpo, como dores nas articulações, febre e mal-estar. Quando não tratada adequadamente, a infecção pode se agravar, causando elefantíase (acúmulo de linfa no pênis, escroto e vulva).

Sífilis

  • Sífilis primária

Sintomas: Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias. Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

  • Sífilis secundária

Sintomas: Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial. Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias e podem trazer febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas pelo corpo.

  • Sífilis latente – fase assintomática

Sintomas: Não aparecem sinais ou sintomas. É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

  • Sífilis terciária

Sintomas: Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

Infecção pelo HTLV

Sintomas: A maioria das pessoas infectadas pelo HTLV não apresentam sinais e sintomas durante toda a vida. Dos infectados pelo HTLV, 10% apresentarão algumas doenças associadas a esse vírus, entre as quais podem-se citar: doenças neurológicas, oftalmológicas, dermatológicas, urológicas e hematológicas (ex.: leucemia/linfoma associada ao HTLV).

A única forma de prevenção contra IST é o uso da camisinha, seja a masculina ou a feminina. E se você desconfiar ou sentir qualquer sintoma estranho, consulte um médico especialista.

 

Sexo bom é sexo protegido 😉