HIV e AIDS são a mesma coisa?

Como você tem se protegido contra HIV/Aids? Nunca parou para pensar nisso? Confere o conteúdo que preparamos exclusivamente para te ajudar a entender melhor sobre o assunto.

Vamos começar separando as coisas: HIV é a sigla para Human Immunodeficiency Virus, ou vírus da imunodeficiência humana, que ataca o sistema imunológico do organismo e pode provocar a Aids, que é a doença. Ou seja, HIV e Aids não são a mesma coisa, apesar de estarem ligadas.

Mas calma que vamos explicar melhor e te ajudar a estar prevenido!

O que é o HIV e a Aids

O vírus HIV ataca e destrói as células do sistema imunológico. Se ele não for controlado, leva à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) que é um quadro em que o CD4 (um tipo de células de defesa do organismo) está em níveis baixos e, por isso, surgem co-infecções, chamadas de doenças oportunistas.

Sem essas células de defesa, o seu organismo torna-se mais exposto ao ataque de outros vírus, bactérias e até ao surgimento de câncer – ou seja, HIV não é brincadeira e não pode trazer só a Aids!

O HIV é diagnosticado através de exames que detectam a presença do vírus no sangue ou na saliva. Mas mesmo sem manifestar a doença, o portador do HIV pode transmitir o vírus para outras pessoas. E é importante lembrar: não existe cura para a Aids! Confira então como é transmitido o HIV.

Como o HIV é transmitido

Uma das formas mais comuns pela qual o vírus é transmitido é o sexo sem proteção. Usar camisinha ainda é uma opção sua, mas é uma opção que se deixar de ser escolhida, pode trazer sérios riscos para a sua saúde e para a do seu parceiro (a).

Sintomas do HIV

Confira agora os sintomas do HIV. Quando ocorre a infecção pelo vírus, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, em que ocorre a incubação do HIV (tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença). Esse período varia de três a seis semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV.

Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar, por isso, a maioria dos casos passa despercebida 😓

A fase seguinte é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. É como se o vírus estivesse se desenvolvendo e adaptando ao seu organismo. É um período que pode durar muitos anos, mas de muita atenção, pois é assintomático – ou seja, sem sintomas específicos ou que sejam notados.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento das doenças oportunistas e atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Por isso, se você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, procure uma unidade de saúde imediatamente, informe-se sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e faça o teste. A sua saúde agradece!

Onde procurar tratamento ou informações sobre HIV/Aids

O Ministério da Saúde tem cadastrados os serviços de saúde e organizações da sociedade civil que realizam ações de assistência, prevenção, diagnóstico e tratamento às pessoas vivendo com HIV, tudo de forma gratuita.

Alguns desses serviços oferecem cuidados de enfermagem, orientação e apoio psicológico, atendimentos em infectologia, ginecologia, pediatria e odontologia, controle e distribuição de antirretrovirais, orientações farmacêuticas, realização de exames de monitoramento, distribuição de insumos de prevenção, atividades educativas para adesão ao tratamento e para prevenção e controle de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e Aids.

Tratamento para portadores do HIV

Só em 2017, estimava-se que existiam 36,9 milhões de pessoas em todo o mundo que viviam com HIV, mas apenas 21,7 milhões de pessoas tiveram acesso à terapia antirretroviral no mesmo ano. Na América Latina, estima-se que mais 60% da população soropositiva tenha acesso a cuidados especializados.

Como já dissemos anteriormente, não existe cura para a infecção do vírus HIV. É muito importante ficar atento a essa questão, tudo bem? Mas hoje já existem tratamentos que reduzem as chances de transmissão e de contrair outras doenças.

Para o tratamento, existem muitos tipos de medicamentos chamados de anti retrovirais, que podem ser utilizados de forma combinada com outros métodos, conforme indicação médica. Eles agem impedindo a formação de novos vírus e impossibilitando que as células de defesa do organismo sejam destruídas.

Uma pessoa portadora de HIV, em tratamento há pelo menos 6 meses, já apresenta redução de sua carga viral e reduz as possibilidades de transmitir o vírus em até 96%. Outro ponto importante: uma vez que você inicie o tratamento, não o interrompa, pois podem surgir vírus ainda mais resistentes.

Quer saber mais sobre o assunto? Dá um play no vídeo: